terça-feira, 21 de julho de 2015

Mar

tem algo no mar que me liberta.
correr e pular de cabeça, furando as ondas
cada braçada dada é uma braçada pra longe dos problemas
nadar até que o chão não acompanhe mais
nadar até que não haja mais ninguém
só eu e o fluxo, só eu e as ondas
só eu e mais ninguém

domingo, 21 de setembro de 2014

tudo que há de bom e ruim presos em um fôlego
um milésimo de segundo pra pensar
mil e trezentos anos enquanto tudo flui ao meu redor
duzentos quilômetros de silêncio ao meu redor
um decibel de verdade
três de poesia

domingo, 5 de maio de 2013

hoje acordei com o silêncio no ouvido. Tentei levantar, mas o infinito da minha cama de solteiro
me fez correr em círculos. O vazio que escava o meu peito cria um vácuo entre mim e a multidão que me acompanha. parei pra olhar
minha cara no espelho, chequei o sorriso intacto e saí pra mais um dia.





quarta-feira, 27 de março de 2013

parado à beira do abismo
diante de tudo que me tira o fôlego e me enche de desejo
um passo à frente e foi

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Uma canção presa em minha garganta.
Uma canção cuja letra eu não conheço.
Uma canção cujo tom eu não alcanço.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

despertar

Deitado na cama. O tempo parado. Com um cigarro recém aceso no canto da boca e teu seio em minha mão. prestando atenção enquanto a fumaça rodopia no ar e o cheiro do tabaco em brasa se misturando ao dos teus cabelos, tão longos, capazes de abraçar o mundo inteiro, mas que só abraçam o meu peito. Silêncio. de todos os solos de guitarra que poderiam ressoar na parede do quarto escurecido pelas cortinas, o silêncio é o unico som digno desse momento. o mundo bem poderia parar de girar, desde que eu não precisasse parar de circular o teu mamilo com o polegar e mergulhar no oceano de perfume atrás da tua orelha. tudo o que eu preciso é o teu quadril perfeitamente encaixao ao meu. enquanto a fumaça invade meus pulmões, tu despertas e me olha nos olhos e o tempo, que já era estático, congela.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

De todas as piadas sem sentido que ouvi,
De tantas que gargalhei,
O amor é a mais sem graça delas.