Uma canção presa em minha garganta.
Uma canção cuja letra eu não conheço.
Uma canção cujo tom eu não alcanço.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
despertar
Deitado na cama. O tempo parado. Com um cigarro recém aceso no canto da boca e teu seio em minha mão. prestando atenção enquanto a fumaça rodopia no ar e o cheiro do tabaco em brasa se misturando ao dos teus cabelos, tão longos, capazes de abraçar o mundo inteiro, mas que só abraçam o meu peito. Silêncio. de todos os solos de guitarra que poderiam ressoar na parede do quarto escurecido pelas cortinas, o silêncio é o unico som digno desse momento. o mundo bem poderia parar de girar, desde que eu não precisasse parar de circular o teu mamilo com o polegar e mergulhar no oceano de perfume atrás da tua orelha. tudo o que eu preciso é o teu quadril perfeitamente encaixao ao meu. enquanto a fumaça invade meus pulmões, tu despertas e me olha nos olhos e o tempo, que já era estático, congela.
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