quarta-feira, 29 de junho de 2011

vermelho, fuzil e escudo

o sol se põe e queima as nuvens
o fundo do meu copo sobe e a bebida desce
o vinho desce minha garganta e sobe à minha cabeça
a ponta do cigarro brilha e meus olhos fecham
o frio da noite me abraça e meus braços, já sem esperança
as brasas no céu se escondem e junto vai o brilho nos meus olhos
a porta fecha em minhas costas e o mundo se abre
ao meu peito que se fecha e se cala,
abrindo um sorriso como um escudo, pra me defender dos teus olhares
que perfuram como bala e me fuzilam noite afora

Um comentário:

  1. Subjetivo, investigativo e doloroso... mas a dor faz parte do contato estético com a arte, então é plenamente válido o texto suscita e encanta. Adorei estes dois últimos versos:
    "abrindo um sorriso como um escudo, pra me defender dos teus olhares
    que perfuram como bala e me fuzilam noite afora"

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